QUARTINHO DE CRIANÇA COM AFETO E HISTÓRIA
Se nossa proposta é
criar uma arquitetura com afeto, nada mais representativo que
elaborar um projeto de quarto para uma criança. Nesse processo,
tomados por um impulso lúdico, geralmente pensamos logo em mil
referências, mas, antes de tudo, é importante saber que o ambiente
em que a criança vive e explora, especialmente o seu quarto,
desempenha um papel crucial em seu desenvolvimento cognitivo,
emocional e social.
Com grande acesso às redes sociais e
sites de pesquisa, os projetos tem se assemelhado e, de certa forma,
tem se perdido, também, referências culturais próprias.
Paisagens
com montanhas de neve, pinheiros, bichinhos de pelúcia como ursos e
outros animais que não da nossa fauna são comumente vistos nas
decorações de espaços infantis. Com tantas referências lindas,
estéticas e tradicionais, com valor agregado de aprendizado,
pertencimento e ancestralidade, porque não trazer um pouco mais
desses elementos para os quartos e para esse novo serzinho que está
se formando e percebendo seu espaço no mundo?
O projeto ilustrado foi pensado para a Tiê, bebezinho que teve curta passagem nesse plano, mas que foi muito amada.
Projetado para um pequeno quarto de apartamento, o projeto utilizou alguns móveis existentes: prateleira, cômoda e cadeira de balanço.
A proposta para o espaço tem a pretensão de contar uma história, agregar afeto e significado e, com isso, remete ao nordeste e ao Rio São Francisco, locais chaves de uma viagem que os pais faziam quando a pequena Tiê foi concebida.
A cama baixa, montessoriana, tem ao fundo duas fachadinhas em alusão às tradicionais platibandas coloridas e criativas muito comuns e tradicionais da região nordeste do nosso país, com detalhes em palha e uma prateleira ao fundo, permitindo colocar alguns brinquedos e livros.
O projeto também tem intenção e possibilidade de transpor fases de crescimento e desenvolvimento da criança: a cama, para crianças menores tem a necessidade de ser completamente cercada e o projeto de marcenaria se atenta para isso.
As cores estimulam, mas são propostas em tons pasteis e sem correlação com gênero, de forma a contribuir também para o conforto, e isso se repete nos quadros e no papel de parede ao fundo (encontrado em https://www.miudamobilia.com.br/).
Para contar mais um pouco da história, brinquedos (no lugar do cavalinho de madeira, um jumentinho de madeira com suas orelhas maiores), bichinhos (escolhemos pelúcias de animais da fauna da Caatinga) e elementos da decoração são inspirados na passagem dos pais da Tiê pela Ilha do Ferro, Alagoas, local que produz lindo artesanato tradicional. Indicamos a página https://www.instagram.com/novosparanos/ para quem quiser conhecer um pouco do trabalho dos artistas locais.
O que não pode faltar?
Estímulo: cores, brinquedos e materiais que incentivam a exploração podem despertar a curiosidade e o interesse da criança, mas o excesso pode ter efeito contrário, desestimulando a criatividade, a interação com a família e a exploração de atividades fora de casa.
Organização: ambiente organizado facilita a brincadeira, o estudo e o descanso, promovendo a concentração e o aprendizado.
Conforto: ambiente com boa iluminação, temperatura agradável e uma cama adequada ao tamanho da criança promove um sono reparador e um desenvolvimento saudável.
Segurança: quarto seguro, com móveis fixados e tomadas protegidas, garante o bem-estar da criança e evita acidentes.
Autonomia: quarto com móveis acessíveis e espaços para atividades independentes ajuda a criança a desenvolver habilidades de autocuidado e autonomia.




Comentários
Postar um comentário