Matheus

Prazer, Matheus. Acredito que analiso e raciocino as possibilidades formais desde a infância, quando brincava com os famosos blocos montáveis de plástico, que permitiam inúmeras possibilidades, muito além daquela proposital – que vinha, inclusive, com um manual de instruções –, buscando sempre possibilidades alternativas àquelas previamente elaboradas e conduzidas pelos manuais.
Formado em Arquitetura e Urbanismo, a curiosidade pela composição espacial foi tamanha que me levou ao estudo de Planejamento Urbano e Regional, conduzindo a reflexões acerca da produção social do espaço, tanto arquitetônico, quanto urbanístico, e até mesmo regional.
O espaço, como pude considerar, enquanto produto ou produção social, é produto e se reproduz através da experiência humana – que é social. Com isso posso considerar que o espaço só existe, de fato, através da percepção humana sobre ele, a partir de sensações e apropriações.
Durante alguns anos em experiência com concepção de projetos arquitetônicos pude reafirmar o conceito de que, além das conformações urbanas, a própria arquitetura é produzida a partir das relações e vivências das pessoas – as crenças, as memórias, as relações de vizinhança, os diálogos, as dores, os hábitos, os costumes –, que se refletem, formalmente, em espaços arquitetônicos e na sua simultânea, conjunta e coincidente apropriação. Logo, o espaço reflete a essência das pessoas que o produzem e o ocupam.
No campo da docência em Arquitetura e Urbanismo, sempre aprendi com os alunos as variáveis percepções relativas na concepção projetual e nas relações espaciais – muito mais abstratas que concretas –, reafirmando a noção de que, os espaços, somente o são, a partir das pessoas que os ocupam.
Seguindo nessa trajetória, se faz presente uma incessante busca por uma arquitetura que seja proposta além de espaços dimensionáveis. Uma arquitetura de espaços sentidos, percebidos e apropriados pelas pessoas. Uma arquitetura viva.




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